Melancólicos amigos

Na solidão que nasce as companhias da lealdade
Mente fértil que traz agonia e imensidões de possibilidades
Uma poesia floresce no abrir do coração que sonha em liberdade
Uma lágrima de sentimentos que surge ao ouvir a canção da verdade
Na agonia que lamento a minha total incapacidade
O drama dos acontecimentos e a falta da minha bondade
Tantas tentativas com uma pitada de vaidade
Tantas mentes pessimistas que paira em mim a ansiedade
No erro que a vida traz um pequeno aprendizado
Cabe a mim escolher se quero sofrer o que tenho causado
O sossego parece não vir e o sofrimento é demasiado
A noite vem e o desespero sempre parece apropriado
Na tristeza que se ouve profundamente o maior estado poético
Tememos mais a vida, queremos viver e ser mais patéticos
Não acreditamos em nós mesmos, mas não nos tornamos céticos
Acreditamos na mais pura melancolia que nos torna menos cinéticos
Mai Monteiro-
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